Quem vive em vão, morto está.
29 de novembro de 2009
Eu não sei direito qual é a dessa de ‘vida’. Penso que estou um pouco desequilibrada devido ao fato de que estamos no final de ano, e no final de ano todo mundo se apavora, mas como o profeta Brad Pitt disse em ‘Sr. e Sra. Smith (Angelina Jolie, ahhh *___*)’: No final a gente começa a pensa no começo.
A vida, supostamente, deve possuir um propósito, uma meta, um fim. Tudo que a gente faz em vida, é para compensar no final dela. Não morrer em vão.
Acontece, que o fato é o seguinte: morrer é em vão. É quase como nadar e morrer na praia.
Você nasce, cresce, faz burrada, estuda, entra numa faculdade, estuda mais, começa a trabalhar, ganha dinheiro, perde dinheiro, perde dinheiro, perde dinheiro [isso eu digo, as pessoas normais], casa-se, tem filhos. Mas como eu disse, pessoas normais. Então, eu paro e penso: uma pessoa que não tem filhos simplesmente desaparece da face da terra, assim que ‘descansa em paz’. O que acontecerá com todos os seus feitos? E os anos de estudo lhe servirão para que embaixo da terra?
Agora, pensando mais próximo: se o mundo acabar em 2012, eu vou querer mesmo continuar vivendo esses 2 anos como se nada fosse acontecer? Continuar achando que eu tenho tempo para tudo?
Quero tanto da vida, quero tanto de tudo, que acabo plagiando Quintana: “Não tenho medo da morte, o diabo é deixar de viver.”
De fato, não temos como saber, e o que se faz em vida, em nada se leva na morte, ainda assim, não fazer nada em vida é como estar morto sobre os dois pés.

