Eno já!
17 de maio de 2009
‘Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração e quem irá dizer que não existe razão?’
Legião Urbana acertou em cheio quando disse isso, porque afinal, coração é bobo. Comecei a namorar cedo, com 13 anos e toda vez achava que estava apaixonada, até o dia que me apaixonei de verdade e o cara me fez de ‘gato e sapato’. Não era nem um pouco merecedor do meu amor, mas eu, na minha santa inocência fiz de tudo para consêgui-lo, fazê-lo se apaixonar.
Até que um lindo dia, começamos realmente a namorar e foi o inferno em terra. Ele me dizia que eu não sabia namorar (como saberia? eu tinha 15 anos! afinal, como é que se namora? Amando, pelo que eu achava, e eu o amava) que a gente era muito diferente e todo aquele blábláblá de homem mais velho. E eu? Ouvia tudo calada, afinal eu o amava.
O tempo foi passando e 3 anos de amor platônico mais 6 meses de namoro efetivo eu cansei. Toda aquela conversa de sermos diferentes e diferenças de idade afinal eu acabei percebendo que nada disso era o problema, o problema era que ele se amava tanto que ninguém iria ser boa o suficiente para ele NUNCA.
E aà ele me traiu. E eu terminei com ele aos berros pelo telefone. Aà ele chorou, eu chorei e ele ‘descobriu’ que me amava. Ora, por favor. Ele teve 3 anos e 6 meses e só descobriu isso quando me perdeu.
Shakespeare dizia que ‘amar é para os corajosos’ porque a gente enfrenta o que não quer, fala o que não quer e principalmente ouve o que não quer. Não é para qualquer um.
Depois dele, demorei 3 anos (e muitos coraçoes partidos) para amar de novo. E amo meu namorado muito mais do que amei ele.
Quanto a ele? Quando eu o vejo ainda fico meio baqueada, mas recentemente eu descobri o porquê. Sabe quando você come muito de uma comida num dia, passa mal e no outro dia não consegue nem sentir o cheiro da mesma? É exatamente isso que eu sinto. Azia, enjôo, mal-estar. Provei, me fez mal, não quero nunca mais.
- Texto para TDB - Capricho (site)

