Poesia.
30 de dezembro de 2007
A minha vida pertence a mim.
Sim, a mim… e as pessoas que fazem parte dela.
Não sou egocentrica ao ponto de achar que as minhas decisões não afetam o meu redor. Não sou mimada a ponto de querer que o mundo pare para que eu consiga ir além do que posso ir.
Eu encaro a vida como uma corrida de obstáculos. O cronometro não para pra que você passe por eles. Os adversários não param de correr porque você caiu e os obstãculos não somem somente com a força dos seus pensamentos.
Não adianta fingir que eles não existem, isso não fará com que você pule mais alto ou caia mais devagar.
Sou o tipo de pessoa que gosta de acordar, respirar, andar.
Eu amo viver conjugando em -ar: amar, transar, cantar, dançar, tocar, alastrar etc.
Gosto de encarar o mundo, a vida, a minha história como uma grande poesia. Não sou poeta, sou um verso mal-escrito num dia chuvoso. Sou ciração de uma mente triste, louca por uma saída estratégica de sua vida nublada para um dia de sol.
Sou as vezes composta por rimas, muitas outras apenas por ilusão.
Não tenho métrica, não sou soneto, vivo dia sim, dia não.
Sou as vezes a personagem alegre, quando na amargura meu escritor não consegue mais viver. Sou as vezes completamente triste, pra que o mesmo não se esquece que todos podem sofrer.
Sou amargurada, esquecida, sofrida. Amada, desejada, desinibida.
Gosto muito da terminação -da.
Gosto da vida.
Sou a poesia ainda não recitada, inacabada… Sou a melodia dita num rasgo feroz pela voz de algum louco perdido. Sou o sangue que escorre, corre nas veias de alguém abobado, adormecido.
Sou a poesia que encontrou a rima perfeita, que se completou num verso de amor. Não sou a mais bonita, muito menos a que levou mais tempo pra ser feita. Menos ainda aquela em que a inteligencia foi posta a prova para ser escrita.
Sou simples, com estrofes pequenas e grandiosos versos.
Sou feita em partes, sou inovação, sou repeteco.
Gosto da maneira como não sou a mais bela, ainda assim causo a frustração, causo o choque de algumas palavras profundas escritas no papel.
Gosto do modo como as pessoas apreciam o ritmo, mas odeiam o padrão.
Sou uma poesia repetida, que começou a ser escrita.
Me leem no escuro, fingindo que não… mas no final de tudo a minha melodia vai conquistar você…
e iremos valsar, dançar, amar… como nunca antes visto. Vamos começar e nunca mais parar…

